segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Sentido de humor. A desenvolver-se.


"E enquanto uma chora, outra ri; é a lei do mundo, meu rico senhor; é a perfeição universal. Tudo chorando seria monótono, tudo rindo, cansativo; mas uma boa distribuição de lágrimas e polcas, soluços e sarabandas, acaba por trazer à alma do mundo a variedade necessária, e faz-se o equilíbrio da vida."
Machado de Assis, in 'Quincas Borba'

O riso é o que mais revela o homem, já dizia Dostoivesky. Rimo-nos do que nos faz rir, do que está adequado à nossa sensibilidade humana, ao nosso humor próprio (que cada um tem).
Rimo-nos das situações e, rindo, distanciamo-nos delas -ainda por uns breves momentos- para depois voltarmos a elas de ânimo renovado.
Rir para não chorar, diria Voltaire. Rir e chorar, diz Machado de Assis, para quem, sensatamente, lágrimas e gargalhadas são elementos naturais e necessários na nossa vida.
Mas podemos aprender a rir inclusivé das coisas clássicas, dos temas clássicos da vida. Um riso refinado, que vem de um tratamento da informação e da situação...diferente. Criativo.
O humor, essa capacidade, apenas os humanos a têm. No sentido de poderem, apenas eles, criar narrativas anedóticas, adivinhas, ditos que, pela originalidade, trocadilhos, inteligência ou simplicidade desconcertante arrancam um sorriso surpreso da boca de outras pessoas, seguido de gargalhadas.
Estamos na fase em que o stand up comedy se propaga, em que o humor é buscado. E aplaudido com "bis".
Porque rir promove o bem-estar. Promove um superar momentâneo das situações diárias, o visão delas sob outro ponto de vista (instantâneo, mas não menos eficaz). Despoleta reacções fisiológicas que são agradáveis à propria pessoa e à sua vida.
Daí que se desenvolva o sentido de humor. Daí que se veja o riso como um tipo de meditação: pensamos, ainda que durante os segundos do riso, apenas na piada (do latim: "que faz piar", i.e. rir) que foi dita.
E quem nunca se sentiu completamente relaxado depois de rir até faltar (saudavelmente) o ar?
Inscrevam-se, o máximo que acontecerá é conhecerem-se, ainda mais.
Porque se nas lágrimas nos conhecemos, no riso também o fazemos. Porque verdadeiramente entregues.

Cátia Sofia Figueiredo

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Porque há algo a fazer.

As actividades no Centro Social continuaram a sua marcha, apesar dos pormenores acerca delas não terem sido publicados neste blogue. Por este facto pedimos desculpa. Prometemos (não juramos, *porque quem mais jura mais mente*) não deixar escapar mais nenhuma actividade promovida no Centro Social do Monte Formoso, no âmbito do Projecto Epicuro.
Para que nos acompanhem na nossa caminhada para a promoçao do do Bem-Estar (e para que, também para nós, este blogue sirva de diário de bordo) vamos ser mais assíduos.
Yoga, gerontomotricidade, sessões de estética, terapia com animais, bem como desenvolvimento do sentido de humor tiveram a sua presença (esperemos que marcante) neste mês de Fevereiro. Todas elas bem guardadas na memória e bem documentadas pelas fotografias do "Álbum Epicuro".
Uma mesa de jogos de tabuleiro (xadrez, mikado, gamão, damas) terá, a partir de agora, presença cativa no salão do centro e novas actividades serão propostas este mês (tendo em vista as que motivam mais os utentes e as que poderão vir a motivar).
Continuem a seguir o nosso percurso. Depois da Páscoa far-se-ão visitas guiadas a Coimbra (quem conhecerá realmente a história de Coimbra, depois de conviver com ela durante tantos anos?) e algumas oficinas propostas pelos utentes!

Ps: o horário será anexado no blogue para a semana.
Estamos a fazer esforços para tornar a vida na terceira idade uma autêntica aventura pedagógica ...motivante! E à medida dos gostos de quem faz parte, como utente, da Equipa do Projecto.

Obrigada pela vossa presença.
Cátia Sofia Figueiredo